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TECNOLOGIA NA INFÂNCIA: uma crescente aliada no desempenho escolar

TECNOLOGIA NA INFÂNCIA: uma crescente aliada no desempenho escolar

    O movimento da cultura maker parte da premissa que qualquer pessoa consegue construir, criar, consertar seus objetos. A proposta primordial da cultura maker é que as pessoas desenvolvam seus próprios projetos, e que transformem em realidade a sua imaginação. A introdução de ferramentas tecnológicas e cultura maker nas escolas tem sido cada vez mais frequente, e tem feito parte do cotidiano das crianças em sala de aula, facilitando o processo de aprendizagem e tornando mais acessível os conteúdos. As crianças já nascem imersas no universo digital, e os meios tecnológicos são capazes de auxiliar na transmissão do conhecimento, de forma mais dinâmica e criativa, colaborando para que o momento de estudo se torne mais satisfatório e estimulante.  

    O recurso tecnológico quando disponível para um aluno com dificuldade de aprendizagem, pode ser primordial, uma vez que aprender algo novo exige interesse da criança, e a tecnologia pode chamar atenção e auxiliar na motivação. É de extrema importância acompanhar os novos recursos que a contemporaneidade oferece, desde que esses sejam usados de forma saudável.

    As habilidades das crianças em relação a tecnologia acontecem muito antes do período escolar, no entanto, nem sempre estas são usadas de maneira positiva. A falta da presença das tecnologias no âmbito escolar impossibilita um uso que já existe, sendo que essas ferramentas podem ser usadas como parceiras na educação. O uso da tecnologia deve ser apropriado de acordo com a idade cognitiva da criança, acompanhando seu desenvolvimento. Os professores tem papel fundamental neste processo, uma vez que são mediadores e estão presentes no cotidiano escolar da criança; as escolas devem oferecer capacitação para os professores para uso correto das tecnologias educacionais.  O papel autoritário e tradicional do professor passa a ser substituído por uma posição de facilitador e instigador, fazendo do diálogo parte da construção. Associar o ensino a inovação, possibilita que os alunos se tornem mais ativos e críticos no seu próprio processo de aprendizagem. Um exemplo disso, são as aulas de programação e robótica, que a cada dia ganham mais espaços nas escolas, no formato curricular ou extracurricular, estas auxiliam diretamente no desenvolvimento do raciocínio lógico e matemático, criatividade, desenvolvimento estratégico, entre outros.

    Além das tecnologias permitirem aos alunos uma nova forma de interação, também permitem que os responsáveis a utilizem, para uma melhor comunicação com a escola. Na era da tecnologia e da informação é mais que necessário criar ambientes que colaborem para o desenvolvimento da autonomia e na construção do conhecimento coletivo.

    A inserção da tecnologia na Educação Infantil desperta a criatividade, possibilitando criações dos seus próprios conteúdos, transformando-os em protagonistas em sala de aula. No entanto, para que o uso tecnológico alcance resultados positivos, deve ser utilizado por meio de regras e limites, sem deixarmos de lado o momento de leitura, de brincadeiras clássicas, de diálogo, que são de suma importância para o desenvolvimento infantil. Para isso, é necessário que os pais se orientem, e que haja capacitação dos professores. Os professores não precisam saber tudo sobre a tecnologia, mas devem compreender a realidade em que seus alunos se encontram, para através disso, encontrarem soluções e intervenções que chamem atenção dos pequenos.  Contudo, o uso da tecnologia de forma equilibrada e responsável, a mediação entre o virtual e real é o mais importante para que os resultados sejam satisfatórios e para que possamos alcançar o que oferece o horizonte em nossa época.

Lorena dos Reis Gonçalves

Psicóloga- CIBERCODE

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